O ato de pensar em ti
- é estranho -
me faz comprimir os lábios e quase cerrar os olhos, numa careta de amor, enquanto projeto o queixo - um pouco, mas só um pouquinho, bem de leve - para a frente.
Ação quase mágica, de tão automática...
Ação reflexa.
E bonita, também...
talvez isso diga algo do meu sentimento
ou da configuração única desse desejo louco.
O que é certo, fato concreto,
é esse carinho bom
que tua lembrança traz em uma onda de uns dois metros, mais ou menos.
É assim que, inundada, sentindo a correnteza puxar, me traduzo em contrações quase involuntárias nos músculos do rosto.
Ingratos.
Me entregam sem nem remorso tentar.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
domingo, 27 de julho de 2008
Leva a lenha
Eu não te amo.
Tenho por ti, talvez, sentimento nenhum.
Sinto em ti, vampiro, um vazio incomum.
Uma trizteza desesperadora, que quase me comove.
E me contagia.
Talvez haja algum canto do meu coração teu, sim...
Bastante pequeno.
Mas, ainda assim, maior do que o amor que dizes sentir,
já que em meu peito,
o órgao que pulsa é do tamanho da minha alma.
e o teu,
bem,
nem sei dizer se tu guardas algo de vida em ali.
Tua existência
é devida a palavras escondidas, aprendidas, repetidas,
nem tu sabes o que siginifica teu mundo e tua vida
E eu aprendi o quanto isso é perigoso.
Caí no buraco negro que é teu sentimento,
no vácuo em que manténs aqueles de quem dizes gostar.
Mas fugi, não quero mais.
Não quero mais.
Não vou mais.
Adivinhar.
Tenho por ti, talvez, sentimento nenhum.
Sinto em ti, vampiro, um vazio incomum.
Uma trizteza desesperadora, que quase me comove.
E me contagia.
Talvez haja algum canto do meu coração teu, sim...
Bastante pequeno.
Mas, ainda assim, maior do que o amor que dizes sentir,
já que em meu peito,
o órgao que pulsa é do tamanho da minha alma.
e o teu,
bem,
nem sei dizer se tu guardas algo de vida em ali.
Tua existência
é devida a palavras escondidas, aprendidas, repetidas,
nem tu sabes o que siginifica teu mundo e tua vida
E eu aprendi o quanto isso é perigoso.
Caí no buraco negro que é teu sentimento,
no vácuo em que manténs aqueles de quem dizes gostar.
Mas fugi, não quero mais.
Não quero mais.
Não vou mais.
Adivinhar.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
bruta flor
Não sei o que eu tenho. Se faço, ou sinto. Se espero. Eu quero.
Não lembro de quando, nem imagino como. Por que desejo? Eu tenho...
Se fico, se corro. Toda noite eu morro, de manhã renasço. Não canso.
Me esqueço, me cuido. Te amo, te amo mais, te amo de novo. Não minto.
Eu beijo, eu mordo. Eu como e eu cuspo. Eu fujo, eu busco. Eu mato!
Não lembro de quando, nem imagino como. Por que desejo? Eu tenho...
Se fico, se corro. Toda noite eu morro, de manhã renasço. Não canso.
Me esqueço, me cuido. Te amo, te amo mais, te amo de novo. Não minto.
Eu beijo, eu mordo. Eu como e eu cuspo. Eu fujo, eu busco. Eu mato!
terça-feira, 15 de julho de 2008
Hotplay
Tá, eu sei.
Trago em mim a genética e germânica "certeza".
Mas por alguma estranha razão,
eu me entrego.
Em tortas formas, eu confio.
E te dou minha estrela secreta, afinal...
"I never meant to cause you trouble,
And I never meant to do you wrong,
And I, well if I ever caused you trouble,
O no, I never meant to do you harm."
And I don't want to be alone.
Trago em mim a genética e germânica "certeza".
Mas por alguma estranha razão,
eu me entrego.
Em tortas formas, eu confio.
E te dou minha estrela secreta, afinal...
"I never meant to cause you trouble,
And I never meant to do you wrong,
And I, well if I ever caused you trouble,
O no, I never meant to do you harm."
And I don't want to be alone.
sábado, 12 de julho de 2008
Da entropia
Na cadeira. Ela lia revistas antigas em frente à lareira, a teve ligada só para preencher ambiente. Preciso fazer várias coisas ao mesmo tempo, que saco, pensava. Por que não me concentro, não relaxo, para alguns até uma novela faz sentido, culpava-se. E no momento seguinte relia o parágrafo que acabara sem fazer sentido. Seguia adiante, o mesmo processo de leitura seguida de devaneio seguido de insitência nas palavras. Nada pode ser tão difícil. Talvez a notícia que vira memória que vira nada seja mesmo sem sentido, mas... não. Preciso entender o que acontece, ver além do pórtico de entrada da cidade. Muito acontece, agora. A vida continua sendo vivida no mundo, ainda que ela só apareça para mim em leads, parágrafos informativos, fotos, legendas, insiste. Na ânsia de absorver o mundo, ela pára. O rádio ligado, a tevê piscando, as letras no jornal: todos dão a mesma história. Tudo bem. Já entendi, vamos para a página seguinte, e mais um chimarrão.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
felizes para sempre
as paredes caíram
e a casa vem desabando em cima da mobília e da memória
só ficaram os pequenos, chorando
e aqueles que os pariram
julgam-se curados
se juram perdoados
eles nunca vão entender.
e a casa vem desabando em cima da mobília e da memória
só ficaram os pequenos, chorando
e aqueles que os pariram
julgam-se curados
se juram perdoados
eles nunca vão entender.
The Truman Show
pobre menino
nasceu vigiado
sob os olhos de deus, do mundo e do juízo dos homens
para expiar seus pecados
e fazê-los rir e chorar.
pobres homens
já não sabem viver
eles assistem
vibram, sofrem, torcem.
(apenas)
pobre menino,
pobres meninos,
crianças
vêm trazer luz a quem já não sabe enxergar.
nasceu vigiado
sob os olhos de deus, do mundo e do juízo dos homens
para expiar seus pecados
e fazê-los rir e chorar.
pobres homens
já não sabem viver
eles assistem
vibram, sofrem, torcem.
(apenas)
pobre menino,
pobres meninos,
crianças
vêm trazer luz a quem já não sabe enxergar.
Assinar:
Postagens (Atom)
